Em um passado longínquo, Dom João VI tomava seu desjejum quando teve conhecimento, por meio de um dos seus mensageiros, de que uma estranha morte havia acontecido na realeza. A jovem Leonor, dama voluptuosa que cuidava de suas filhas, perecera em seus aposentos. O médico que a viu no pós-morte não constatou nada de errado em seu corpo, e logo toda a corte se perguntava o que teria acontecido a ela.

A curiosidade em cima da morte de Leonor durou cerca de quatro dias, quando surgiram notícias de uma segunda morte: Afonso, professor de equitação dos príncipes, fora encontrado morto no estábulo, ao lado do cavalo mais valioso de Dom João VI. Ao contrário de Leonor, que não possuía sinal dos motivos que a levara a morte, Afonso estava deitado em cima de uma vigorosa poça de sangue, oriunda de um corte profundo em sua garganta.

Os dias se passaram e, a cada manhã, Dom João VI aguardava a notícia de mais mortes. Os guardas contaram catorze assassinatos, todos silenciosos e, muitas vezes, sem qualquer vestígio. Alguns mortos pareciam estar somente dormindo em suas camas, como se fossem acordar a qualquer momento. Outros, se afogavam em seu próprio sangue.

Não havia um padrão nos crimes.

O rei mandou interrogar cada morador e trabalhador do palácio, mas ninguém parecia suspeito. Mulheres choravam, temerosas, e homens olhavam de um lado para o outro, preocupados em serem as próximas vítimas. Dom João VI ordenou que o assassino fosse encontrado a todo custo, oferecendo aos guardas, não somente uma boa quantia em ouro, como também títulos de nobreza a quem desvendasse o mistério.

Quem seria o(a) assassino(a) da realeza?

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