Pode-se dizer que estes contos começaram a ser criados quando dei os primeiros chutes. As experiências vividas em peladas e “jogos contra”, em ruas, campinhos de terra ou de (pouca) grama, quadras de clubes, colégios ou praças; nas arquibancadas, gerais, cadeiras e tribunas de imprensa do Maracanã e de outros estádios, uns bem acanhados; nas redações; na cobertura jornalística de tantas partidas, das menos importantes a grandes finais, e a – permitam-me – fértil imaginação, fizeram a criança crescer para entrar em campo.

A viagem por todos os locais onde o futebol pode nos levar é como a da bola colocada com maestria, no ângulo, lá onde a coruja repousava, apesar do som ensurdecedor das torcidas. Alguns personagens foram inspirados em pessoas que conheci. Outros, retirados da cartola, ou melhor, da cachola. Há histórias que me foram contadas e as misturei com outras em que estava. Se aconteceram como estão escritas, não importa.

Na ficção, onde pode haver mais verdades do que no noticiário, a mentira bem contada vale mais que a realidade mal (d)escrita. Esta foi a intenção, e espero ter acertado o gol. Lá no cantinho. Ou melhor, nos continhos.

Eduardo Lamas

O livro está em processo de revisão, portanto, não possui ainda diagramação, porém terá uma média de 120 páginas, capa em brochura, triplex 300g, e miolo pólen de 80g.

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