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Lançamento: “Maria Firmina dos Reis”

Por 3 de junho de 2021Sem comentários

A Cartola Editora tem o prazer de resgatar duas obras de uma das mais importantes escritoras negras do Brasil: Maria Firmina dos Reis. O nosso CENTÉSIMO PROJETO NO CATARSE visa não somente trazer novos leitores às suas obras como também reconhecer e valorizar a primeira romancista do Brasil.

O primeiro livro que apresentamos é o romance “Úrsula”, publicado originalmente em 1859. A obra é uma ruptura na história da nossa literatura, onde, pela primeira vez, a realidade brasileira foi retratada pelo ponto de vista de personagens negros, algo inédito até então. Por padrão, escritores brancos basicamente ignoravam a visão dos escravizados, narrando exclusivamente a vida da parcela mais rica e escravocrata da população.

Ainda que a história narre o romance entre dois personagens brancos, a participação de três personagens negros, Túlio, Susana e Antero, é fundamental para se entender a sociedade escravocrata de seu tempo e a realidade, sonhos e esperança dos negros de nosso país. Em sua publicação original, Maria Firmina dos Reis não assinou a obra, esta foi publicada sob o pseudônimo de “Uma Maranhense”.

Essa nova edição trará dois conteúdos extras e importantes para a trajetória literária da autora. A primeira é a novela “Gupeva”, publicada em 1861. Uma pequena narrativa da história indígena no Brasil, retratando os conflitos familiares do indígena Gupeva e de sua filha Épica, apaixonada pelo marinheiro francês Gastão. Uma história sobre tragédia, dor e vingança, ilustrando o confronto e as diferenças culturais entre Brasil e França.

O segundo conteúdo adicionado ao livro “Ursula” é o conto “A escrava”, originalmente publicado na Revista Maranhense em 1887. O conto aborda a problemática da discriminação racial em nosso país, dissecando o desacordo entre o discurso religioso de igualdade e a relação de poder entre senhores e escravizados.

Trazemos ainda o livro de poesias “Cantos à beira-mar” , publicado originalmente em 1871. A obra, dedicada à memória da mãe de Maria Firmina dos Reis, conta com cinquenta e seis poesias, das quais o próprio título do livro indica os caminhos percorridos em muitas delas.

 

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