Revisão via software

 

Todo documento deve ser passado pelo corretor ortográfico do Word e/ou do LibreOffice. Em caso de não haver o Word disponível, o LibreOffice é gratuito e ao menos ele deve ser utilizado, até porque ele corrige erros que o Word não corrige, como gerúndios, pleonasmos e outros vícios de linguagem que temos por hábito utilizar.

Por exemplo:

  • Vou estar fazendo = Farei / Estarei entrando em contato = Entrarei em contato.

  • Elo de ligação – Todo elo é de ligação, se não ligasse era argola.

  • Cardume de peixes – Não existe cardume de outra coisa, então só pode ser de peixe.

  • Calar a boca – A única parte do corpo que se cala é a boca. Calar é suficiente.

  • Totalmente nua – Ou a pessoa está vestida ou despida. Se está nua, obviamente é totalmente.

  • Cercado por todos os lados – Se não for por todos os lados, não está cercado.

Você poderá efetuar o download do LibreOffice através do seguinte endereço:

https://www.libreoffice.org/download/download/

Revisão manual

 

Ainda que existam softwares que nos auxiliam nas revisões, eles não vão sanar todos os problemas, e é aí que entra, de fato, o trabalho do revisor. No entanto, antes do trabalho do revisor e do preparador de texto, cabe ao autor enviar o seu texto com o menor número de erros possível.

Algumas dicas:

  • Verifique SEMPRE a nova ortografia, não existem mais tremas, muitas palavras que eram acentuadas não são mais e muitas palavras com hífen mudaram. Todos nós temos dúvidas, muitas vezes não sabemos a forma correta, por isso, pesquise;

  • Fique atento ao regionalismo, se uma obra será divulgada no Mundo inteiro, temos que ter cuidado com expressões que só existem onde moramos;

  • O corretor ortográfico nem sempre tem a melhor solução para o que precisamos, se estiver em dúvida, pesquise, não aceite todas as mudanças oferecidas;

  • Evite o uso de reticências todo o tempo, utilize somente como uma pausa necessária; se após as mesmas, a frase continuar a ideia da frase anterior, esta deve começar com letra minúscula. Caso a nova frase seja independente, inicie com letra maiúscula;

  • Evite o uso de parênteses, prefira o uso de vírgula para separar parte da frase;

  • Pensamentos devem ser colocados entre aspas duplas, jamais utilize aspas simples, muitos softwares conhecem aspas simples como um código de programação;

  • Após o uso de dois pontos, deve-se iniciar a frase com letra minúscula;

  • Palavras escritas em outros idiomas, os tradicionais estrangeirismos, devemos utilizar a palavra em itálico. Palavras que existem em português, devem ser escritas na nossa língua, como por exemplo: uísque, xampu, escâner, esqueitista e assassino em série.

  • Evite espaços em branco para dividir partes do texto, utilize sempre a marcação ***, isso indica a quebra de tempo no texto. Espaços em branco se perdem durante o processo de revisão e principalmente na diagramação.

Diálogos

 

Existem diversas formas de escrever diálogos, alguns não seguem nenhum padrão, outros colocam os diálogos entre aspas, e alguns utilizam diferentes formas conforme os textos que escrevem. Nós adotamos o modelo tradicional em nossas publicações, então, todos os diálogos devem estar escritor conforme as orientações a seguir:

Travessão, hífen e meia risca, parecem iguais, mas são diferentes

A meia risca (também chamada de traço de ligação, meio traço ou traço médio) é um sinal de pontuação que serve para unir os valores extremos de uma série, como números (1–10), letras (A–Z) ou outras, indicando ausência de intervalos na enumeração. Ela também é utilizada para unir palavras que tenham um nexo lógico, por exemplo: a viagem Rio–São Paulo.

O hífen é um sinal de pontuação usado para ligar elementos de palavras compostas, por exemplo: couve‐flor; ex‐presidente, e para unir pronomes átonos a verbos, por exemplo: ofereceram‐me; vê‐lo‐ei. O hífen também tem como função a translineação de palavras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em duas partes (ca‐/sa; compa‐/nheiro).

O travessão é um sinal de pontuação utilizado para indicar o início de frases ou interlocuções. Ainda que ele possa ser utilizado para substituir outros sinais, como parênteses, vírgulas e dois pontos, a Cartola Editora o utiliza apenas para diálogos.

Atalhos do teclado em um PC usando Windows:

– Hífen: tecla normal do hífen

– Meia risca: Alt + 0150

— Travessão: Alt + 0151

Atalhos do teclado em um Macintosh:

– Hífen: tecla normal do hífen

– Meia risca: Alt + hífen

— Travessão: Alt + Shift + hífen

Após essa pequena explicação, ficou claro que diálogos são escritos com o uso de travessão. Por exemplo:

Olá, como está?

Explicação do narrador ao final da fala

Um segundo travessão é utilizado para separar a fala do personagem da inserção do narrador. Essa explicação deve ser usada com moderação, afinal, para quê explicar que alguém “perguntou” se o diálogo termina com um sinal de interrogação? Ou ainda um “falou” após uma fala, não é óbvio?

Quando temos diálogos envolvendo mais de duas pessoas, é interessante informar quem disse, mas um diálogo entre duas pessoas, informe poucas vezes, apenas para situar o leitor. Não use diálogos para explicar tudo que acontece em uma cena, a leitura fica cansativa.

Caso a inserção do narrador possua uma relação explicativa com a fala do personagem, não é necessário o ponto antes do travessão e a palavra seguinte é escrita em minúsculo.

Por exemplo:

Você está revisando um texto para a Cartola Editora?

Sim, eu estou — respondeu baixinho.

Repare que utilizamos o travessão nas duas pontas.

Caso a frase posterior não não tenha ligação com a frase dita, deve-se usar ponto final e iniciar a frase em letra maiúscula.

Por exemplo:

Acho que está esfriando. — Pegou um casado antes de sair de casa.

Ainda que se inicie a frase com letra maiúscula após a pontuação, a exceção ocorre quando a frase anterior termina com o ponto de interrogação ou exclamação. E a frase subsequente possui relação com a fala anterior.

Por exemplo:

— Que sorte! — exclamei, em alívio.

— Por quê? — indagou curioso.

Explicação do narrador em meio à fala

A inserção explicativa do narrador é escrita entre dois travessões. O ponto que encerra a primeira frase é colocado após a inserção do narrador e a frase seguinte, após o travessão, começa com letra maiúscula:

Eu quero que você vá embora — disse irritada. — Fora!

Caso inserção ocorra no meio de uma única frase, não se usa ponto:

Essa é a Janaina, nossa editora — apontou Rodrigo — e eu sou o outro responsável pela edição.

Em caso de necessidade de uso da vírgula, ela é colocada após o segundo travessão:

Meu nome é Bond — disse com uma expressão de galã —, James Bond.

Caso seja necessário dividir uma mesma fala em vários parágrafos, o primeiro parágrafo deve ser iniciado com travessão e todos os parágrafos subsequentes devem começar com abertura de aspas, que só se fecham ao final da fala, isto é, após o último parágrafo.

— Sim, eu estive com o assassino — disse durante o interrogatório —,  mas fui embora antes o ocorrido. Tive que deixar o local antes que a vítima aparecesse.

“Luiz me parecia um bom homem, nunca imaginei que pudesse matar uma pessoa. Desde que cheguei à vizinhança ele sempre foi muito solícito. Todos gostavam de sua presença.

“Naquela tarde tudo mudou, descobrimos do que ele era capaz.”