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Mulheres, a face esquecida da guerra

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As mulheres sempre desempenharam papéis importantes durante todas as guerras da história: Guerra do Paraguai, Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo e em muitos outros conflitos pelo planeta. Não apenas pelo fato de entregarem seus maridos, filhos, pais e irmãos, como também por doaram sua energia e vida.

Mulheres de uniforme assumiram cargos em escritórios das forças armadas para liberar os homens para o combate. Dirigiram caminhões, consertaram aviões, foram técnicas de laboratório, montaram paraquedas, operaram rádio, analisaram fotografias, pilotaram aeronaves militares, testaram aviões recém-consertados, ocuparam cargos de espionagem e foram atiradoras de elite, arriscando suas vidas em favor de suas nações. Além do papel fundamental que exerceram, servindo na linha de frente do Corpo de Enfermeiras de Exércitos, libertando reféns e crianças.

A força feminina e suas histórias sempre ficaram em segundo lugar no cenário de guerra. Aos homens as glórias, às mulheres restou a desconfiança, o medo, o trabalho pesado, a fome, a tortura, a violência e a morte. As mulheres sempre estiveram presentes em todas as pontas do combate, não apenas como coadjuvantes do horror vivido pela humanidade, mas também como protagonistas, como as Bruxas da Noite, o regimento aéreo soviético que aterrorizou as tropas nazistas.

Nomes como Maria Quitéria, Ana Néri, Jovita Feitosa, Virgínia Hall, Sophie Schöll, Berthe Wild, Lucy Aubrac, Anne Frank, Virgínia Portocarrero, Irena Sendler, Aracy Guimarães Rosa, Marina Raskova, Yevdokiya Bershanskaya, Lydia Litvyak, Evgenia Rudneva, Nancy Wake, Lyudmila Pavlichenko, Susan Travers, Hedy Lamarr e muitos outros merecem nossa recordação e honraria.

Esta antologia resgata e valoriza a história feminina nas guerras, com textos inspirados em acontecimentos e personagens reais.

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Estigmata

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Estigmas são marcas que se manifestam fisicamente, mas que possuem, em verdade, origem espiritual. Pessoas reportadas como estigmatizadas costumam exibir feridas ou queimaduras em regiões como pés, mãos ou pulsos e tórax, as quais, de acordo com as crenças, representam os pontos que teriam sido pregados para sustentar o corpo de Jesus Cristo na cruz.

O estigmatizado mais famoso da história foi o religioso Francesco Forgione (1887-1968), também conhecido como Padre Pio. De acordo com os relatos, Padre Pio primeiramente notou as feridas surgindo em suas mãos no ano de 1910, o fenômeno progrediu até que o padre passasse a exibir todos os cinco estigmas completos, em 1918, enquanto rezava diante de um crucifixo na capela de seu monastério.

Mistérios e rumores acerca de Padre Pio eram incontáveis. Dizia-se que o padre seria capaz de voar e estar em dois lugares ao mesmo tempo. Existem relatos que os estigmas de Pio vinham acompanhados de um perfume milagroso.

Um fato curioso a ser levado em consideração é que, oficialmente, não existem casos conhecidos de estigmas pelos primeiros 1200 anos após a morte de Cristo, sendo o primeiro relato oficial atribuído a São Francisco de Assis (1182-1226).

Nesse cenário, é inevitável nos questionarmos se tais relatos não existiram antes do dito período, se apenas não eram conhecidos e, por conseguinte, não tenham sido documentados…, ou se foram deliberadamente ocultados.

Ao mesmo tempo em que estigmatizados nem sempre consideram sua condição como uma ameaça ou sofrimento, mas sim como uma clara demonstração do divino, as aparições de ditas marcas costumam ser acompanhadas por relatos de possessões demoníacas e exorcismos.

Seriam as aparições de tais flagelos de fato sinais da presença divina? Ou poderiam forças obscuras se valerem dos sinais de Cristo para atingirem objetivos nefastos?

Nesta antologia trazemos contos aterrorizantes, que relatam histórias de pessoas acometidas por estigmas, bem como as reações que tais marcas causam na comunidade que as circundam. Trazemos um pouco mais sobre as forças do mal que se escondem por trás das marcas da crucificação e o preço que os ditos estigmas cobram de seus portadores.

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Elas

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Há várias histórias que compõem o universo feminino desde o início do mundo, com finais felizes ou não, em diversos gêneros textuais, como: fantasia, romance. Mas a trajetória de cada personagem mostra um cotidiano real ou imaginário. Nesta obra, mesmo quando o narrador é um homem, o destaque é a mulher.

Os sentimentos, as dúvidas, as traições, o inesperado e as diversas formas em que os contos são narrados nos remetem a pensarmos: isso me lembra algo? E se fosse comigo? Será que, realmente, poderia acontecer? Indagações que acontecem em nosso dia a dia.

Venha se emocionar com histórias que surpreenderão você e conhecer um pouco mais sobre o universo feminino.

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Baixa frequência

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Durante uma monótona madrugada, uma estranha frequência foi transmitida em uma estação de rádio local. Começou com um pequeno chiado, navegando pelas ondas e alcançando os moradores daquela cidade, fazendo com que todos desmaiassem. Um a um os ouvintes caíram, suas mentes seguiram inertes na escuridão até o terrível despertar. Ao acordarem pela manhã, cada um dos afetados se deparou com uma realidade distorcida, tomada por um pesadelo interno nunca antes confrontado.

Aquele mísero chiado se transformou em um estrondo, corroendo a realidade e transformando-a em algo tenebroso, onde os pesadelos mais reprimidos ganharam uma chance de escapar. Ao encararem seus próprios monstros, a salvação para aquelas pessoas parecia estar em um único lugar: uma misteriosa e solitária torre de rádio.

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O mundo mágico

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Publicada originalmente em 1912, O Mundo Mágico é uma coleção de doze contos infantis de Edith Nesbit. As histórias foram impressas de forma independente em diversas revistas, como a Blackie’s Children’s Annual, antes de serem reunidas em um único exemplar pela Macmillan and Co. Ltd. A coleção de contos de fadas modernos influenciou o trabalho de autores como P. L. Travers, J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis, Michael Ende, Roald Dahl, J. K. Rowling entre outros.

A paixão de Nesbit pelas histórias infantis e pelos mundos mágicos a levaram a produzir dezenas de obras voltadas para o público infantojuvenil. É considerada a mais influente escritora infantil da Inglaterra, sendo a primeira escritora moderna para crianças. Seus livros infantis são marcados por caracterizações vívidas, enredos engenhosos e um estilo narrativo fácil e bem-humorado.

Conheça as histórias presentes no livro:

A gatitude de Maurice (The Cat-hood of Maurice): Um menino maltrata o gato da família e aprende a ver as coisas pelo ponto de vista felino.

A mina mista (The Mixed Mine ): Dois garotos em lados opostos da sociedade encontram uma luneta mágica e a utilizam para fazer fortuna.

Magia acidental; ou não conte tudo que sabe (Accidental Magic; or don’t tell all you know ): O pequeno Quentin adormece em um altar de Stonehenge, mas acorda em Atlântida.

A princesa e o porco-espinho (The Princess and the Hedge-pig): O rei e a rainha planejam um batizado secreto para sua filha, tentando evitar a maldição de uma fada malvada.

O sétimo (Septimus Septimusson ): Ele é o sétimo filho de um sétimo filho e sai em busca de fortuna. Ele pode ver fadas e conversar com os animais.

O gato branco (The White Cat ): Um menino encontra um gato de porcelana no sótão e acaba descobrindo se tratar de um talismã mágico.

Belinda e Bellamant; ou os sinos da Terra do Carrilhão (Belinda and Bellamant; or the bells of Carrillon-land ): Amaldiçoados na infância, um príncipe e uma princesa buscam encontrar a felicidade juntos. Um morcego falante vai ajudá-los nessa empreitada.

Terra do Apenas Agora (Justnowland): Elsie foge para uma terra mágica onde todas as pessoas ricas foram transformadas em corvos gigantes e os trabalhadores em pombos.

O primo boboca (The Related Muff ): Um menino sensível, rejeitado pelos primos que o consideram um tolo, acaba se tornando um herói.

Amabel e sua tia (The Aunt and Amabel): Uma menina entra em um mundo mágico através de um guarda-roupa.

Kenneth e a carpa (Kenneth and the Carp): Acusado injustamente de roubar um anel, um menino se transforma em um peixe para resgatar sua honra.

O coração do mago (The Magician’s Heart): Um mago malvado distribui maldições durante batizados na realeza, mas o feitiço vira contra o feiticeiro.

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A magia dos Yōkais

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Os yōkais são criaturas sobrenaturais do folclore japonês. Além de estarem presentes na mitologia japonesa, na cultura moderna os yōkais foram retratados em diversos mangás e animes.

Tais criaturas se apresentam nas mais variadas formas, alguns são antropomórficos como o temível kappa, já outros possuem forma humana como a bela Yuki-onna, e há ainda os yōkais cuja forma é animal, estes têm na kitsune, a raposa de nove caudas, um dos seus representantes mais populares.

Um yōkai pode conviver pacificamente com os humanos, tal como um kodama, um espírito da floresta, ou ser fatal para aqueles que cruzam o seu caminho, um exemplo desse último tipo é o Gashadokuro.

Todas essas criaturas fazem parte do imaginário popular no Japão e contamos aqui um pouco das suas histórias. A Magia dos Youkais é uma antologia de contos voltada para o público infantojuvenil.

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Iemanjá: a doce Iabá

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Assim como as águas, Iemanjá limpa e purifica aqueles que a ela recorrem. As ondas do mar levam até ela os pedidos de corações apaixonados, perdidos ou até entristecidos.

Considerada a rainha do mar, é um dos orixás femininos cultuados no panteão afro-brasileiro. Seu nome possui origem no Iorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”. Para muitos, Iemanjá é a “Afrodite brasileira”, padroeira dos amores sendo muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, sendo que tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Também está associada à fertilidade feminina e à maternidade.

Deusa das águas, em sua bondade protege e abençoa os pescadores. Existem muitas pessoas que trazem consigo uma lembrança de um momento sereno quando tocada pelas ondas do mar.

A antologia “Iemanjá: a doce Iabá” traz contos que relatam a relação das pessoas com esta Deusa, suas experiências e vivências, com histórias emocionantes e carregadas de ternura.

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A partícula mágica

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Fontes de magia foram oficialmente descobertas pela ciência.

Após anos sendo parte de folclores, lendas e histórias de dormir, a magia foi oficial e irrefutavelmente provada pela ciência como sendo real.

Ninguém sabe muito bem quais foram os primeiros encontros que levaram ao descobrimento das fadas, o que se tem claro é que a primeira ocorrência documentada em vídeo de uma fada se deu na cidade de São Paulo no ano de 2021. O vídeo se tornou viral em poucas horas, chamando a atenção de especialistas de todo o tipo.

Não demorou para que a autenticidade do vídeo fosse comprovada e cientistas se aglomerassem aos montes para tentar conseguir novas evidências e amostras.

A primeira fada foi capturada e levada para análise. Pouco depois o até então lendário “pó de pirlimpimpim”, famoso por fazer figuras fictícias, como Peter Pan voarem (dentre outras proezas) fora extraído com sucesso e oficialmente documentado como “pólen feérico”.

O Pólen abriu as portas da ciência para um mundo até então mítico, trazendo para a realidade não somente as criaturas das lendas, mas seres que a imaginação humana jamais pensara conceber.

Buscamos histórias sobre o encontro dos dois mundos, desde as primeiras documentações sobre a existência de fadas e os tipos de criaturas que puderam ser descobertas pela ciência até o inevitável conflito…, que tipos de experimentos os humanos conduziriam nessas criaturas em nome do conhecimento? Estariam as fadas seguras das pessoas? Ou teriam as pessoas algo a temer?

Do que os humanos seriam capazes tendo posse da magia?

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A assassina de Whitechapel

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Desde cedo, a pequena Jacqueline aprendeu a se virar pelas ruas do distrito de Whitechapel, na região central de Londres. Com a morte da mãe durante seu nascimento, seu pai, o barbeiro Thomas Johnson, dividia-se entre o trabalho árduo e à jogatina nos prostíbulos da cidade. Exímio apostador, não havia em toda a Inglaterra quem pudesse vencê-lo no carteado. Todo o dinheiro que ganhava, guardava para que sua filha pudesse ingressar na faculdade de medicina, sua verdadeira paixão. Por falta de dinheiro, não pôde tornar-se médico, mas lia com a filha todos os livros de medicina que podia comprar.

Certa noite, o barbeiro foi envenenado e suas economias furtadas, deixando a filha na miséria. Sem dinheiro nem mesmo para comer, Jacqueline decidiu vingar-se de todos aqueles envolvidos na morte de seu pai, usando os conhecimentos adquiridos nos livros de medicina, e na habilidade com a navalha que herdou.

Uma a uma, todas as prostitutas presentes na fatídica noite foram assassinadas. Os casos logo chegaram aos jornais e a Scotland Yard sentiu-se pressionada a descobrir a identidade do “assassino”. Quando Mary Jane Kelly foi atacada em um dos becos sombrios de Londres, um jornalista que bebia em um pub próximo ao local correu para socorrer a vítima e a encontrou com a garganta jorrando sangue. Ele tentou tirar da moça o nome do responsável pelo ataque, mas ela mal conseguia falar, apenas balbuciou: “Jacque…”, antes de desfalecer sem concluir o nome de quem atentara contra sua vida.

E assim surgiu pela primeira vez nos tabloides ingleses o nome de “Jack, o estripador”.

Essa antologia traz histórias sobre a onda de horror que assolou Londres, entre os anos de 1888 e 1891, os crimes atribuídos ao assassino em série mais famoso da história, mas que foram cometidos pela navalha de uma mulher em busca de vingança.

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Caleidoscópio

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Prestes a completar vinte anos, Regina recebe a notícia de que o seu tio Carlos está morto. Determinada a encontrar o militar responsável por seu assassinato, ela descobre segredos sombrios que a levam a um caminho sem volta.

Em meio à opressão de um Estado ditatorial e decidida a vingar a morte do seu tio, ela se vê cada vez mais envolvida com um grupo de resistência que lhe trará consequências inimagináveis e um amor proibido. Até quando vale a pena lutar pela democracia?

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