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Ficção científica

Lançamento: “O Doutor Benignus”

Por Financiamentos No Comments

Em 1875, Augusto Emílio Zaluar escreveu e publicou no Brasil o romance O Doutor Benignus , influenciado pelas obras iniciais de Júlio Verne, Cinco semanas num balão (1863) e Viagem ao redor da lua (1870), e principalmente por Camille Flammarion, astrônomo francês, que publicou, entre outros, o livro A pluralidade dos mundos habitados (1862), referido explicitamente nas páginas do romance.

Publicada no jornal O Globo, em fascículos, a obra é considerada o primeiro romance brasileiro no qual se exprimem claramente as várias convenções do gênero ficção científica, à época em formação: o cientista como protagonista, a máquina de ver o futuro e o primitivo mundo perdido. É, de fato, a primeira obra de literatura fantástica escrita no Brasil.

O livro defende o conhecimento científico como forma de alcançar o progresso, construindo assim a identidade de um país. Escrito com uma visão nacionalista, Benignus, médico e cientista amador, pretende provar que o homem americano teria surgido no Brasil e daqui migrado para outros continentes. Fora da ficção, a ideia era debatida no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), e fundamentada pelo paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), que defendia essa proposta com base nos esqueletos humanos encontrados em cavernas da região de Lagoa Santa, no estado de Minas Gerais.

Benignus, com uma comitiva de trinta pessoas, parte para uma expedição pelo interior do Brasil e, enquanto percorrem as matas de Minas Gerais e de Goiás à procura de indícios de extraterrestres, o personagem principal identifica florestas no planeta Marte através de seu telescópio, concluindo que o planeta seria habitado. Pouco depois, reconhece manchas na superfície solar, acreditando que o seu núcleo também poderia ser habitado. O livro traz para o leitor o sonho de Benignus, a visita de um ser espiritual proveniente do Sol que o parabeniza por sua “impaciência de saber”, animando-o a infiltrar o bem na alma de seus semelhantes.

O livro foi publicado pela última vez em 1994, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e se encontra esgotado. Nossa edição contará com uma minibiografia do autor, algumas ilustrações e notas explicativas. A obra está em processo de editoração, portanto, não possui ainda diagramação, porém terá uma média de 300 páginas, capa dura e miolo pólen de 80g. Essa edição contará com projeto gráfico de Rodrigo Barros, edição de Alec Silva e preparação de Samuel Cardeal.

 

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Lançamento: “Uma Estrela Vermelha”

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É com um imenso prazer que apresentamos a nossa primeira obra traduzida. O foco da Cartola Editora sempre será o autor nacional, descobrindo novos valores e fortalecendo o cenário da literatura brasileira. No entanto, nós decidimos que, sempre que possível, traremos aos nossos leitores obras clássicas, não só de escritores brasileiros, como também de escritores publicados no mundo inteiro. E esse é só o primeiro.

Em 1908, Alexander Bogdanov criou a distopia Estrela Vermelha (Красная звезда). O romance de ficção científica descreve a história de Leonid, um cientista revolucionário russo que viaja à Marte para aprender e experimentar a sua ideologia de um sistema socialista. Durante a viagem, ele se apaixona pelas pessoas e pela eficiência tecnológica que encontra neste novo mundo.

O protagonista é também o narrador da história, confessando logo nas primeiras páginas que suas diferenças ideológicas em relação à revolução eram extremas demais para que ele vencesse, refletindo um pouco da história do autor. É nesse ponto que o protagonista, informalmente conhecido como Lenni (esse nome te lembra alguém?), é visitado por Menni, um marciano, disfarçado no planeta Terra. Menni convida Leonid para ajudar em um projeto destinado a estudar e visitar outros planetas, como Vênus e Marte. E é aí que a nossa história começa. Note que a obra foi publicada anos antes da revolução russa, que se iniciou com a derrubada do governo monarquista do Czar Nicolau II e culminou na criação da União Soviética.

A primeira edição da obra foi publicada em 1908, em São Petersburgo, sendo republicada, dez anos depois, em Petrogrado e em Moscou, com uma nova edição em 1922, em Moscou. Em 1913, Alexander Bogdanov publicou uma sequência, intitulada O Engenheiro Menni, que detalhava a criação da comunidade comunista em Marte, ocorrendo cronologicamente antes da história retratada em Estrela Vermelha . O autor tinha ainda a pretensão de fechar a história com um terceiro livro, e chegou a escrever um poema chamado Um Marciano Encalhado na Terra, um esboço do novo romance, que não chegou a ser concluído, em virtude do seu falecimento. O livro foi adaptado para o teatro em 1920 e só foi novamente reeditado em 1979, em uma versão adaptada para uma coleção de ficção científica.

Este livro influenciou diversos outros autores, como o estadunidense Kim Stanley Robinson, especialmente conhecido pela premiada obra Trilogia de Marte, que tem como protagonista Arkady Bogdanov, em uma clara homenagem a Alexander Bogdanov.

A primeira tradução do livro foi publicada em Frankfurt, na Alemanha, em 1929, sendo reimpresso em 1972 e 1974, com o título Der rote stern. Curiosamente, uma versão em Esperanto, Ruĝa Stelo, também foi lançada em 1929, na cidade independente de Lípsia, no estado da Saxônia, no mesmo país. A tradução foi realizada por Nikolaj A. Nekrasov, e publicada pela Sennacieca Asocio Tutmonda Eldonafako Kooperativa.

Em 1982, apareceu sua primeira versão em inglês, editada por Leland Fetzer, como parte de uma antologia focada em obras de ficção científica pré-revolucionárias. No mesmo ano, uma nova edição em alemão surgiu com o título Der rote stern: ein utopischer, traduzida por Hermynia zur Mühlen. Uma nova tradução para o alemão, Der rote stern, feita por Josef Meinolf Opfermann, foi publicada recentemente, em 2016.

Em 1984, o livro foi traduzido para o inglês como Red Star: The First Bolshevik Utopia , com o trabalho de Charles Rougle. Essa versão, publicada sob a chancela da Universidade de Indiana, foi editada por Loren R. Graham e Richard Stites, repetindo o trabalho de outras antologias, publicando no mesmo livro Estrela Vermelha O Engenheiro Menni, e adicionando ainda o poema Um Marciano Encalhado na Terra.

Outras traduções surgiram ao longo dos anos, como a versão em espanhol, Estrella Roja, publicada em 2010 e novamente editada em 2016. O Engenheiro Menni, também foi traduzido para diversas línguas, no entanto, assim como seu antecessor, não possui uma versão em português, até agora.

Quando decidimos traduzir a obra para o português, pensamos inicialmente em publicar os livros separados em dois volumes, entretanto, por serem curtos, decidimos levar ao público uma versão semelhante à última versão publicada nos EUA, com os dois livros na ordem em que foram lançados e também o poema adicional, fechando a obra em um único volume.

Essa é a primeira versão lançada para o português, contando com o trabalho de tradução de Thais Rocha e edição de Alec Silva e Rodrigo Barros, levando o título: Uma Estrela Vermelha.

Nossa edição conta ainda com uma minibiografia do autor, algumas ilustrações e notas explicativas. O livro está em processo de tradução, portanto, não possui ainda diagramação, porém terá uma média de 230 páginas, capa dura e miolo pólen de 80g. Uma edição exclusiva que estará disponível apenas durante o financiamento coletivo.

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Lançamento do livro “Memórias de Rigel”

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Devido à sua facilidade de estar em transe xamânico, estado conhecido como “Hellen”, Elliod é escolhido para liderar espiritualmente sua tribo, no primitivo planeta Merak. Ainda inexperiente com suas habilidades, ele viola um tabu ao contar uma história proibida e como punição, os fundamentalistas da aldeia o proíbem de acessar o Hellen. Após um período de isolamento, uma inesperada tragédia o faz confrontá-los.

Caminhando entre o Hellen e a realidade, Elliod precisará encontrar coragem para vencer seus medos e avisar sobre um cataclismo iminente que causará a morte de todos no planeta.

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